Alvaro Dias defende que nações democráticas se unam para enfraquecer Nicolás Maduro

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O Líder do Podemos, senador Alvaro Dias, defendeu, nesta quinta-feira (2/5), na reunião da Comissão de Relações Exteriores do Senado (CRE), que nações democráticas se unam e façam um protesto veemente contra o regime ditatorial do presidente venezuelano Nicolás Maduro: “Isso enfraqueceria internacionalmente o presidente Maduro e forçaria o recuo do ditador. Devemos trabalhar politicamente para encontrar uma solução para a crise na Venezuela. Não há como o Brasil estabelecer um comportamento de afronta, não há como falarmos em intervenção. A solução deve ser diplomática e pacífica”, disse.

Alvaro Dias também relatou problemas na fronteira, envolvendo caminhoneiros brasileiros retidos na Venezuela, e disse acreditar que o presidente Jair Bolsonaro não celebrará mais contratos de empréstimos com ditaduras como a Maduro: “ Há quanto tempo debatemos os empréstimos oferecidos pelo governo brasileiro, por intermédio do BNDES, a países ditatoriais, nações de ditaduras sanguinárias que esmagam os seus povos na pobreza, na miséria, destruindo vidas pela prepotência, pela violência desmedida? E o nosso País aceitando, em alguns casos com empréstimos sigilosos, alimentar a sobrevivência desses regimes! Se não podemos enfraquecê-los com invasão de competência, certamente podemos evitar sustentá-los com empréstimos generosos, como os que oferecemos. Por exemplo: construção de metrô em Caracas, hidrelétrica no interior da Venezuela, milhões de dólares emprestados. E nós sabíamos: o calote era a crônica anunciada. E hoje o que se verifica é que mais de R$2,3 bilhões estão em atraso com o não pagamento de prestações vencidas, tanto por Cuba quanto pela Venezuela”.

O senador também lembrou que foi contra a entrada da Venezuela no Mercosul e que, embora governos anteriores tenham se aliado ideologicamente a Hugo Chávez e Maduro, o Brasil vive novos tempos: “O que está em jogo é a relação diplomática de um país democrático com uma nação que tem um regime ditatorial travestido de democracia, iludindo partidos políticos”.

Foto Thati A.Martins