Alvaro Dias anuncia que Podemos vai aprovar o orçamento extra solicitado pelo governo

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O Líder do Podemos, senador Alvaro Dias, anunciou, em plenário, nesta quarta-feira (15/5), que a bancada do partido será favorável à aprovação do projeto que vai garantir ao governo um crédito suplementar de R$ 248 bilhões. Segundo o senador sem esses recursos, áreas estratégicas do governo ficarão paralisadas: “Se o Congresso Nacional não aprovar esse projeto, nós teremos a paralisação completa do governo. Se não o aprovarmos até o final de junho, já em julho, o governo não terá recursos para pagar os benefícios da prestação continuada e outros benefícios previdenciários. Em agosto e setembro, não haverá recursos para o Plano Safra e para o Bolsa Família. Portanto, não há outra alternativa para o Congresso Nacional a não ser aprovar esse projeto encaminhado pelo Poder Executivo até o final de junho. A não aprovação significará a paralisação de setores vitais da Administração Pública, como educação, saúde e segurança pública. Por essa razão, o nosso Partido, o Podemos, advoga a aprovação urgente desta proposta”, disse.

Para Alvaro Dias, votar esse crédito extra é fazer justiça, já que o rombo foi causado por governos passados, especialmente do PT: “Com o crédito suplementar, será evitado o desrespeito à chamada “Regra de Ouro”, embora o governo não tenha agido com a necessária celeridade, adotando providências rigorosas, já no início do novo mandato, para equilibrar as contas públicas, instituindo um limitador ou redutor emergencial de despesas para evitar o impasse que nós estamos vivendo agora”.

O senador se referiu aos cortes nas universidades como consequência das dificuldades financeiras enfrentadas pelo governo, e repudiou a estratégia que vem sendo usada de responsabilizar o Congresso por falhas de outros poderes: “É bom destacar que o governo extrapolou. Ele não tinha a necessidade de R$248 bilhões neste momento. As contas que o Instituto Fiscal Independente fez dão conta de que bastariam R$92 bilhões para atender a essas necessidades urgentes, mas o governo foi cauteloso e prudente. O que repudiamos é a estratégia malévola de responsabilizar o Congresso Nacional por tudo de mal que venha a ocorrer. Não podemos esquecer que estamos sob a égide de um presidencialismo forte e o Poder Executivo tem poder e autoridade. Não é justo submeter o desgaste ao Congresso Nacional. A responsabilidade maior é do Poder Executivo”.

Foto Thati A.Martins