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Delta, apesar dos escândalos, continua recebendo milhões

Apesar das investigações da CPI do caso Cachoeira, e da própria Controladoria Geral da União tê-la declarada inidônea, a Delta, protagonista da comissão de inquérito, continua sendo a segunda construtora que mais recebe repasses do governo do PT. De acordo com o jornal “O Globo”, a Delta recebeu neste ano, até o mês de outubro, o total de R$ 341 milhões do Orçamento da União, para execução de obras federais. No ano passado, a Delta liderou o ranking das empreiteiras recebendo R$ 862 milhões em com contratos com a União. O Dnit continua sendo, entretanto, o maior contratante da Delta no governo federal, tendo repassado neste ano, até outubro, 92% do total recebido pela empresa — R$ 314,4 milhões. A Delta é responsável por boa parte das obras rodoviárias do Programa de Aceleração do Crescimento. (Postado por Eduardo Mota – assessoria de imprensa)

E a Delta continua lucrando…

Proibida de firmar novos contratos com o governo federal, a Delta Construções tem ampliado suas receitas com a União graças a aditivos contratuais que aumentam o valor das obras. Principal cliente da empreiteira, o Dnit já autorizou este ano o repasse de R$ 64,9 milhões extras à empresa, suspeita de favorecimento em negócios públicos e de envolvimento com a organização do bicheiro Carlinhos Cachoeira. Ao todo, a Delta foi contemplada com 70 aditivos em 2012.A empresa mantém 49 contratos ativos com o órgão. O saldo a pagar, caso os compromissos sejam cumpridos, ainda é de R$ 587 milhões. O Líder do PSDB, senador Alvaro Dias, já divulgou vários cruzamentos de dados mostrando o repasse de recursos da Delta para empresas fantasmas, e vem defendendo que a Delta seja  investigada pela CPI. (Postado por Cristiane Salles-assessoria de imprensa)

Resumo da semana de 27 a 31 de agosto

Semana produtiva para a democracia brasileira. Apesar das manobras do governo na CPMI Cachoeira, os depoimentos desmascararam quem tenta usar esse instrumento da minoria para esmagar a oposição. Pagot falou e confirmou a tentativa de membros do governo de transformar o Dnit em comitê arrecadador de dinheiro para campanhas do PT. Paulo Souza também falou e provou que as obras do Rodoanel e da Marginal do Tietê em São Paulo não tiveram qualquer irregularidade. A CPMI recebeu pedido de socorro de uma das testemunhas no caso Cachoeira que está sendo ameaçada de morte pela quadrilha. E os mensaleiros da constelação petista começam a pagar suas contas com a Justiça. Aproveitem o vídeo da semana.

PT e o uso do DNIT como comitê arrecadador

Ao final do depoimento do engenheiro Paulo Vieira de Souza, o Líder do PSDB, Alvaro Dias, defendeu a convocação do deputado federal do PT, José de Filippi (SP), devido à sua atuação na arrecadação de recursos para a campanha eleitoral de Dilma Rousseff em 2010. Segundo o senador, os depoimentos de Luiz Antonio Pagot e Paulo Vieira confirmaram que o PT tentou transformar o DNIT em comitê arrecadador para campanha eleitoral. “Isso é muito grave, isso representa improbidade administrativa. Sobram justificativas para convocação de De Filippi, e se for o caso, podemos também sugerir uma acareação entre o tesoureiro do PT e Pagot para que a verdade seja esclarecida”, disse. (Postado por Eduardo Mota – assessoria de imprensa)

Limitação necessária de aditivos para obras

Em entrevista à imprensa após fazer questionamentos ao ex-diretor do Dnit, Luiz Antonio Pagot, na reunião da CPI desta terça, o senador Alvaro Dias afirmou que o depoimento foi importante para incitar o debate no Congresso a respeito de mudanças na legislação que possam dificultar a concessão de aditivos infindáveis em obras públicas. “Precisamos acabar com esta cultura do superfaturamento, que encarece o preço final das obras públicas. Temos que discutir no Congresso uma legislação para acabar com este abuso na concessão de aditivos”, afirmou. (Postado por Eduardo Mota – assessoria de imprensa)

Cavendish e Pagot agitam CPI Cachoeira

Semana movimentada na CPI Mista do caso Cachoeira. Na terça-feira, estão marcados os depoimentos do ex-diretor-geral do Dnit, Luiz Antonio Pagot, e do empresário Adir Assad. Pagot, como diretor do Dnit, órgão ao Ministério dos Transportes, assinou a liberação de recursos da ordem de R$ 2,1 bilhões para a Delta Construções entre 2009 e 2011, e as investigações da Polícia Federal e da CPI já identificaram a triangulação Dnit-Delta-Cachoeira, por intermédio de repasses da construtora de Cavendish para empresas de fachada criadas por intermediários do bicheiro, como Adir Assad. Na quarta-feira será a vez do próprio Cavendish comparecer à comissão, e apesar de ter requerido o direito ao silêncio, será obrigado a ouvir questionamentos dos parlamentares. Também na quarta será ouvido o engenheiro Paulo Vieira de Souza, e não está descartada a realização, nesta semana, de reunião administrativa para votação de requerimentos. (Postado por Eduardo Mota – assessoria de imprensa)

Dois pesos e duas medidas na CPI

O senador Alvaro Dias protestou veementemente, durante a reunião da CPI do caso Cachoeira, contra a manobra dos parlamentares governistas de impedir a convocação do ex-tesoureiro do PT, deputado José Filippi, que segundo a revista Istoé, pediu ao ex-diretor do Dnit, Luiz Antonio Pagot, indicação de empreiteiras junto às quais o partido poderia arrecadar recursos para a campanha eleitoral. De acordo com a reportagem, as empresas indicadas por Pagot doaram cerca de R$ 10 milhões ao PT. Apesar de rejeitarem a convocação de Filippi, os governistas aprovaram requerimento, com o voto do PSDB, do engenheiro Paulo Vieira de Souza, ex-diretor da Desenvolvimento Rodoviário S.A (Dersa), citado na mesma matéria da revista. “Vivemos época de inversão de valores, de princípios, da lógica. Pagot, à Istoé, disse ter apenas ouvido falar de Paulo de Souza, mas com o tesoureiro do PT, o ex-diretor do Dnit negociou recursos para a campanha do partido. Não ouvir Filippi é desmoralizar esta CPI, é aplicar a regra de dois pesos e duas medidas. Estão abusando e subestimando da inteligência das pessoas. Quem está politizando os trabalhos da CPI são os que não querem ouvir o tesoureiro”, disse. (Postado por Eduardo Mota – assessoria de imprensa)

Caminho do dinheiro: do governo até Cachoeira

“Os cruzamentos dos escassos dados já recebidos até aqui pela CPI e o resultado das quebras de sigilo nos autorizam a afirmar: o governo federal se associou à organização criminosa comandada pelo bicheiro Carlinhos Cachoeira”. A afirmação foi feita pelo senador Alvaro Dias durante o depoimento do arquiteto Alexandre Milhomen, que trabalhou na reforma da residência comprada por Cachoeira. O senador revelou que o arquiteto recebeu a quantia de R$ 10 mil por intermédio da empresa laranja Alberto&Pantoja, que por sua vez recebeu o total de R$ 30 milhões da Delta Construções, que de sua parte assinou contratos de R$ 800 milhões com o Dnit. Para o senador, o caminho dos recursos públicos consagra a tese da participação do governo no esquema fraudulento, e impõe a convocação de Cavendish e Pagot. “Ou nós convocamos imediatamente Fernando Cavendish e Luiz Antonio Pagot, ou desmoralizaremos esta CPI”, disse o senador. (Postado por Eduardo Mota – assessoria de imprensa)

Triangulação comprovada: Dnit-Delta-Cachoeira

Da tribuna, o senador Alvaro Dias apresentou estudo organizado a partir de uma série de documentos que chegaram à CPI (e que foram liberados do segredo de justiça pelo STF), que comprovam as conexões do governo federal com a Delta e desta com o esquema de Cachoeira. Pelo esquema revelado por Alvaro Dias, a Delta ganhava licitações do governo, principalmente no Dnit, apresentando preços baixos e assinava os contratos. Depois, conquistava aditivos, simulando serviços fictícios com empresas laranja. Em apenas um ano a empresa Alberto Pantoja, ligada a Cachoeira, recebeu mais de R$ 29 milhões de duas contas da Delta. É a prova material documentada da  conexão promíscua  do governo, através do Dnit, com Delta de Cavendish e desta com  Cachoeira”, esclareceu o senador, afirmando que os documentos comprovam ser imprescindível a convocação de Cavendish e Pagot para depoimentos na CPI Mista. Leia também na Agência Senado (Postado por Eduardo Mota – assessoria de imprensa)

Delta, inidônea por práticas ilícitas no DNIT

O Diário Oficial da União publicou em sua edição desta quarta decisão do ministro-chefe da Controladoria Geral da União, Jorge Hage, declarando que a empresa Delta é inidônea para ser contratada pela administração pública. A decisão se baseia na conclusão do processo administrativo aberto em 24 de abril para apurar responsabilidades da Delta em irregularidades apontadas em operações da Polícia Federal, CGU e Ministério Público na execução de contratos para realização de obras rodoviárias do DNIT. “Restou plenamente demonstrada a prática de atos ilícitos materializados no pagamento de diversas vantagens e benefícios indevidos, caracterizados como propinas, atentando contra a necessária idoneidade da referida empresa para contratações públicas”, diz a decisão. (Postado por Eduardo Mota – assessoria de imprensa)

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