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CPI seleciona alvos: Cavendish pode, Pagot não
De acordo com reportagem do jornal “Estado de S.Paulo”, a cúpula da CPI do caso Cachoeira pretende colocar em votação, e aprovar, os requerimentos que convocam o empresário Fernando Cavendish, principal acionista da Delta Construções, entre eles o que foi apresentado pelo senador Alvaro Dias. A reunião deve acontecer no próximo dia 05 de julho, e segundo o “Estadão”, a ideia da direção da CPI é que o depoimento de Cavendish ocorra antes do início do recesso parlamentar, que começa no dia 18 de julho. O jornal afirma ainda que os aliados do governo na CPI não devem permitir a aprovação do requerimento, também de autoria do senador Alvaro Dias, que convoca o ex-diretor do Dnit, Luiz Antonio Pagot. Os governistas alegam que Pagot não tem ligação com o esquema Cachoeira, mas o senador tucano já mostrou, no Plenário e na CPI, documentos que comprovam as conexões do governo federal com a Delta e desta com o esquema de Cachoeira. (Postado por Eduardo Mota – assessoria)
O vídeo que não chega à CPI Cachoeira!
Porque não chegou à CPI Cachoeira o video apreendido na residencia de Adriano Aprigio, ex-cunhado do bicheiro, quando de sua prisão? É inexplicável? Não. Fala-se que esse vídeo pode alvejar autoridades que o oficialismo deseja poupar. Espero a votação de requerimento que protocolei há semanas reivindicando essa prova essencial.
A CPI Cachoeira e suas consequências.
Em que pese o descrédito generalizado, a CPI-Cachoeira já apresenta inegáveis consequências. Sem ela esse escâdalo já estaria abafado. Provavelmente o Cachoeira estaria solto, e outras autoridades não estariam sob mira, inclusive governadores. A CPI mantém o escândalo na ordem do dia, e é pressão permanente sobre as autoridades que decidirão a respeito da responsabilização civil e criminal dos criminosos investigados. Essa é a missão essencial da comissão parlamentar de inquérito, já que a PF e o Ministério Público, com eficiência, reúnem provas materiais para o necessário julgamento judicial.
Argumentos contra blindagem de Cavendish e Delta
Os argumentos de governistas contrários à convocação do empresário Fernando Cavendish e da quebra de sigilo da Delta Construções foram rebatidos um a um pelo senador Alvaro Dias na reunião da CPI Cachoeira. Segundo o senador, a argumentação de que não há indícios contra a Delta é falsa, pois não apenas existem indícios, mas provas de seu envolvimento no esquema criminoso de Cachoeira. A quem falou em politização dos trabalhos, o senador respondeu afirmando que “politizar é selecionar alvos e blindar outros”. Sobre a defesa do relator de que precisava seguir o roteiro, Alvaro Dias disse que o mesmo roteiro estabelece a investigação dos agentes públicos e privados que mantiveram relações com o esquema, como Cavendish e Pagot. E a quem afirmou que a CPI não podia “se desviar do foco”, o senador disse que um dos focos principais é a Delta, e que há provas contundentes (confirmadas pela Justiça) das relações promíscuas dela com o esquema de desvio de recursos públicos. “Está mais do que provado que o delta nesse rio de corrupção deságua na cachoeira”, disse o senador, que repudiou ainda a tentativa de se blindar os governadores. (Postado por Eduardo Mota – assessoria de imprensa)
Venda da Delta pra Friboi: de pai pra filho
Em seu blog na Veja, Augusto Nunes destaca comentário feito pelo jornalista Carlos Brickmann sobre a compra da Delta Construções pela empresa J&F Participações S/A, dona do frigorífico JBS Friboi: “Por que o caro leitor não pode ser proprietário de uma das maiores empreiteiras do Brasil? Porque não quer: uma empreiteira como a Delta, que embora corra o risco de perder algumas obras é ainda a executora de serviços milionários, com R$ 4 bilhões de faturamento anual, 30 mil empregados e 197 contratos, custa exatamente Zero reais e Zero centavos. Em algarismos, R$ 0,00”. Nesta semana os membros da CPI Cachoeira votarão requerimento convocando o presidente do BNDES, o presidente da Holding JBS, Henrique Meireles e João Batista Júnior, representante da família Batista (Friboi) para explicarem a compra da Delta. (Postado por Eduardo Mota – assessoria de imprensa)
Especulações sobre novos nomes no escândalo
O delegado Matheus Mela, da PF, que ontem prestou depoimento à CPI Cachoeira, informou que há ainda farto material resultante das investigações da Operação Monte Carlo não disponibilizado. Antes do seu encaminhamento o material é submetido a peritagem, degravação e digitalização. O fato gera especulações sobre a aparição de outras autoridades no escândalo investigado.
CPI Cachoeira: por que retardar depoimentos?
INSTALAÇÃO ÀS 10 HORAS DESTA QUARTA-FEIRA, NO SENADO FEDERAL
Confirmou-se a estratégia do governo de comandar a CPMI sem dividir responsabilidades com a oposição. O anuncio de que pretendem evitar requerimentos de convocação de depoentes no primeiro momento dos trabalhos pode ser expediente protelatório. As convocações deveriam sim, ocorrer logo no inicio dos trabalhos. A análise de documentos se faz simultaneamente. Evitar convocações no inicio pode ter o propósito de ganhar tempo para reduzir o interesse da imprensa e da opinião publica na revelação dos fatos e na busca da verdade.
A CPMI Cachoeira e as redes sociais
As redes sociais podem fazer a diferença durante os trabalhos da CPI Cachoeira. Divulgação dos fatos, denuncias, informações, debate, transparência maior. O mal à luz para ser reconhecido, combatido, denunciado, julgado e condenado! Quem sabe!





