A situação na Petrobras está feia!

Nosso amigo e competente jornalista Sebastião Nery destaca o alerta feito por Hélio Duque, doutor em economia e especialista em Petrobras. A situação da empresa está feia: 1 – Há seis anos o preço do litro de gasolina produzido pela Petrobrás não é reajustado. Os derivados de petróleo vendidos na porta da refinaria estão 20% mais baratos do que no exterior. A defasagem dos preços, motivada pela interferência política na administração da empresa, vem sendo responsável direta pela sua desvalorização, afetando as suas ações no mercado de capitais e vitimando milhares de acionistas.  2 – Em dezembro de 2011, o valor de mercado da Petrobrás era de US$ 155,4 bilhões. Em maio de 2012, reduzido para US$123,9 bilhões. Perda de US$ 31,6 bilhões, o valor do Banco do Brasil: US$ 29,4 bilhões. 3 – O Centro Brasileiro de Infra-Estrutura comparou os preços praticados no golfo do México no primeiro trimestre de 2012. A perda de receita no período, pela Petrobras, foi de R$ 4,1 bilhões, refletido nos preços menores de óleo diesel (23,5%) e gasolina (20,1%).4 – Em 2009, a importação de gasolina era de 9 mil barris diários. Agora em 2012 já chegamos a 80 mil barris por dia. Enquanto a Petrobras tem o seu preço de venda de derivados fixado em média em R$ 176,72 o barril, nos Estados Unidos o preço médio é R$ 211,65. 5 – Na origem dessas distorções está a captura da Petrobrás pelo governo. O atual presidente de seu Conselho de Administração é o ministro Guido Mantega. Nunca antes na história da Petrobrás, em qualquer tempo, mesmo em plena ditadura militar, o ministro da Fazenda integrou o Conselho de Administração da empresa e muito menos foi seu presidente. Quem há mais de meio século foi preso lutando pela criação da Petrobras tem no mínimo o direito e o dever de avisar, advertir, reclamar. sebastiaonery@ig.com.br

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