Daily Archives: 15 de junho de 2012
Resumo da semana de 11 a 15 de junho
Semana em que ficou claro que o governo usa a CPMI para atacar a oposição, já que o governador de Goiás, Marconi Perillo, compareceu a CPMI como testemunha e esclareceu tudo. Já Agnello Queiroz do PT de Brasília deixou mais dúvidas.Semana em que a CPMI do Cachoeira balançou, quando a tropa de choque do governo do PT se recusou a convocar Luiz Antonio Pagot, ex-diretor do Dnit e Fernando Cavendish. O primeiro acusa Cachoeira de tê-lo demitido. O segundo dono da empreiteira Delta.
Informação sobre denúncias de corrupção e CPI
As denúncias sobre a existência de um esquema que desviava recursos do Banco do Nordeste nas operações de liberação de crédito para investimentos e compra de carros e máquinas motivaram a apresentação, pelo Líder do PSDB, Alvaro Dias, de um requerimento de informações e de um pedido de auditoria. O senador anunciou o protocolo dos requerimentos à Mesa, na sessão plenária desta sexta-feira. O Líder também apresentou pedido de informações ao ministro do Turismo sobre as denúncias de favorecimento nos convênios e parcerias firmados com o Instituto Marca Brasil (Leia a íntegra dos requerimentos). No discurso, o Líder também manifestou inconformismo com as últimas decisões da CPMI do Cachoeira, cuja maioria governista rejeitou as convocações de Pagot e Fernando Cavendish: “Esse é um fato que faz transparecer a existência de orientação política e recupera as denúncias de que essa CPI só foi instalada para atender o desejo de alguns governistas de jogar para as calendas o julgamento do mensalão”, disse. Leia também na Agência Senado (Postado por Cristiane Salles – assessoria de imprensa)
Em CPI o “cheiro de crime leva ao criminoso”
O presidente da CPI do Cachoeira, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), afirmou nesta quinta-feira (14) que não poderá usar no relatório final da investigação provas eventualmente anuladas pela Justiça. Segundo o senador, essa situação fragilizaria muito a comissão. Penso diferente. A CPI se instala exatamente para a busca de indicios e eventualmente provas de ilícitos praticados. Se provas encontradas pela PF por preciosismo jurídico forem anuladas pela Justiça, poderão ser recuperadas e validadas pela Comissão Parlamentar de Inquérito. Essas provas mesmo que não acolhidas pelo judiciário devem ser consideradas para efeito das investigações realizadas pela comissão parlamentar de inquérito, sobretudo para a elaboração do seu relatorio final. É bom destacar sempre que a CPI realiza trabalho que pode prescindir inclusive de provas materiais. Ulisses Guimarães disse certa vez;” Na CPI o cheiro do crime leva ao criminoso”.




